Dúvidas Frequentes
Dúvida

Mamoplastia Redutora

1. Como são as cicatrizes da mamoplastia redutora?

Existem inúmeras técnicas descritas para a mamoplastia redutora e o lifting de mamas, cada uma com suas vantagens, desvantagens e indicações. Sendo assim, o formato e a extensão da cicatriz dependerão da técnica utilizada e do tipo de mama da paciente, o que será definido durante a consulta médica.  Partindo dessas variáveis, pode-se ter mamoplastias com cicatriz periareolar, com cicatriz vertical, com cicatriz em “T invertido (horizontal e vertical) ou cicatriz em forma de “L”.

2. Como saber se desenvolverei cicatrizes muito visíveis, formando queloides?

A tendência ao desenvolvimento de cicatrizes hipertróficas ou queloides é muito influenciada por fatores genéticos. Em geral, pessoas de pele clara têm menor tendência a esta complicação cicatricial, enquanto pessoas de pele morena ou orientais têm maior predisposição à queloide ou cicatriz hipertrófica. Essa tendência pode ser prevista, até certo ponto, durante a consulta inicial, quando o cirurgião faz uma série de perguntas sobre a vida clínica pregressa da paciente, bem como a análise das características familiares, que muitas vezes ajudam no prognóstico das cicatrizes. Esta tendência, entretanto, não é uma regra absoluta, pois a análise dos antecedentes facilita o prognóstico, mas não o define. Esta tendência genética influenciará na cicatriz, independentemente da extensão ou formato da mesma.

3. Existe correção para estas cicatrizes inestéticas nas mamas?

Hoje em dia, a cirurgia plástica dispõe de vários recursos que permitem não só melhorar tais cicatrizes (queloides e cicatrizes hipertróficas) como prevenir seu aparecimento. Pomadas e injeções a base de corticoide no local da cicatriz e pequenas placas compressivas de silicone constituem o principal tratamento, que será instituído por seu cirurgião na época adequada. É importante não confundir queloides ou cicatrizes hipertróficas com a evolução normal de uma cicatriz, que mantém um aspecto avermelhado nos primeiros 2 meses e melhora gradualmente com o tempo. Além disso, dúvidas a respeito da sua cicatriz devem ser esclarecidas pelo cirurgião plástico e não por terceiros.

4. O pós-operatório da mamoplastia é doloroso?

Nos primeiros dias é normal sentir uma dor discreta, que cede perfeitamente com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios comuns. Nesse período, o repouso da paciente ajuda muito no controle da dor e por isso é importante seguir as orientações médicas referentes à movimentação dos braços, atividades físicas e demais esforços para evitar dor forte.

5. Qual o tipo de anestesia utilizada?

Na grande maioria dos casos, anestesia peridural, em alguns casos, anestesia geral. As indicações das anestesias, suas vantagens e desvantagens serão especificadas pelo anestesista em consulta realizada antes à cirurgia.

6. Quanto tempo dura a cirurgia?

A duração da cirurgia depende de cada paciente, no entanto a média da mamoplastia é entre três e quatro horas.

7. Por quanto tempo permanecerei internada?

Geralmente por 24 horas.

8. São utilizados drenos na cirurgia de prótese mamária?

Quase sempre é utilizado um pequeno dreno que permanece no interior das mamas por um período médio de 24 horas, em geral sendo retirado antes da alta hospitalar. O dreno é importante para evitar o acúmulo de sangue e secreções no interior da sua mama, diminuindo a incidência de complicações na cirurgia e auxiliando na regressão do edema pós-operatório.

9. Quando poderei realizar atividades físicas?

Geralmente, você estará habilitada a realizar caminhadas mais leves após 3 semanas da cirurgia. Corridas e ciclismo, somente um mês após a cirurgia e musculação, 2 meses depois. Estes períodos são uma média e por isso é importante perguntar ao cirurgião se está habilitada a realizar qualquer tipo de atividade física antes de fazê-la.

10. Por quanto tempo terei que utilizar o sutiã cirúrgico (malha)? E quando poderei voltar a tomar sol?

É recomendado que o sutiã cirúrgico seja usado por pelo menos 1 mês após a cirurgia, pois ele diminuirá o inchaço das mamas e protegerá as cicatrizes, o que não acontece com os sutiãs convencionais com aro. No 2º mês é permitido alternar períodos utilizando o sutiã cirúrgico e sutiãs sem aros, assim como períodos curtos sem utilizar o sutiã, seguindo a avaliação do cirurgião.

Quanto ao sol, o ideal é que a paciente se proteja por pelo menos 3 meses. Durante este período, a cicatriz mamária preserva um avermelhamento local, o que é totalmente esperado e regride espontaneamente conforme vai amadurecendo. Caso o paciente se exponha ao sol sem proteção solar adequada, a cicatriz pode adquirir um aspecto mais escurecido (hipercromia) e não apresentará um resultado estético agradável. Mesmo após o 3º mês, o ideal é que o paciente aplique protetor solar fator 50 no local da cicatriz sempre que tomar sol, pois mesmo escondida pela roupa de banho existe a ação de raios solares na cicatriz mamária, o que não ocorre com a aplicação do protetor.

11. Tenho mamas caídas e flácidas, mas estou satisfeita com o tamanho. Posso realizar a mamoplastia sem redução no tamanho das mamas?

Geralmente sim. Neste caso, a cirurgia se denomina mastopexia (lifting de mamas). Tecnicamente, esta mamoplastia pode ser realizada apenas com a retirada de pele, sem a retirada do tecido mamário que é realizada na mamoplastia redutora.  A extensão e formato das cicatrizes dependem do grau de queda (ptose) das mamas, podendo ser periareolar, em formato de “T “ invertido, em formato de “L” ou apenas vertical.  É importante lembrar que a retirada de pele proporciona uma pequena diminuição das mamas, no entanto é necessária para proporcionar um reposicionamento mamário adequado.

12. Como ficará o tamanho e a consistência das mamas após a cirurgia?

As mamas podem ter seu volume reduzido na mamoplastia redutora ou mantido na mastopexia.  Além disso, a consistência e a forma serão naturalmente melhoradas após a cirurgia, com a correção da ptose (queda) mamária ou hipertrofia, caso existam. Sendo assim, nos casos de redução de volume ou correção de ptoses mamárias é possível optar por vários volumes dentre os que a mama original permitir, sem comprometê-la futuramente. Assim como nas cirurgias de aumento mamário, as proporções entre o volume da nova mama, o tamanho do tórax e a altura da paciente devem ser equilibradas, proporcionando harmonia estética. Também é importante lembrar que as novas mamas passam pelos períodos evolutivos a seguir especificados:

a) Período Imediato: vai até o 30º dia de pós-operatório. Neste período, apesar das mamas apresentarem notável melhora em seu aspecto, a forma ainda está aquém do resultado planejado, afinal, até que se atinja a forma definitiva, surgem "pequenos defeitos" aparentes iniciais (inevitáveis em todos os casos), que tendem a desaparecer com o decorrer do tempo. Lembre-se que nenhuma mama fica perfeita logo após a cirurgia, o resultado é gradual e melhora com o passar dos meses.

 b) Período Mediato: vai do 30º dia até o 6º mês de pós-operatório. Neste período, a mama começa a apresentar uma evolução que tende à forma definitiva.

Nesse tempo, pode ocorrer insensibilidade ou hipersensibilidade na região do mamilo, além de maior ou menor grau de "inchaço " das mamas; além disso, sua forma, apesar de muito próxima da definitiva, ainda tende a melhorar. As cicatrizes, antes avermelhadas e endurecidas, passam a adquirir uma coloração mais clara e consistência mais próxima ao definitivo. Apesar de certa euforia da maioria das pacientes já neste período, o resultado ficará ainda melhor nos próximos meses após a cirurgia.

c) Período Tardio: vai do 6º ao 12º mês. É o período em que a mama atinge seu aspecto definitivo (cicatriz, forma, consistência, volume, sensibilidade) e que pequenas imperfeições que existiam nos períodos anteriores são naturalmente corrigidas, assim como a regressão do edema e a melhoria estética da cicatriz. O grau de elasticidade da pele das mamas e o volume conseguido têm grande importância na manutenção do resultado final e é válido lembrar que o equilíbrio entre ambos varia caso a caso.

13. Quanto tempo após a mamoplastia atingirei o resultado definitivo?

Como citado acima, o resultado imediato é muito bom, no entanto somente entre o 6º e 12º mês as mamas atingirão a forma, consistência, sensibilidade e volume definitivos.

14. Caso eu fique grávida, o resultado permanecerá ou ficará prejudicado?

A manutenção do resultado depende de uma série de fatores. Certamente, um dos principais é o ganho de peso obtido durante a gestação. Ganhos de peso exagerados durante a gravidez (acima de 15 kg) provocam a distensão da pele mamária e após o emagrecimento esta pele pode ou não voltar ao seu aspecto prévio. A lactação (amamentação) também auxilia nesta distensão mamária. Caso a pele mamária não retorne ao seu aspecto original, pode ocorrer uma ptose (queda) das mamas em maior ou menor grau, dependendo da distensão a que a pele foi submetida. A orientação do cirurgião em uma futura gravidez deve ser no sentido de realizar o acompanhamento nutricional adequado que permita a você ganhar apenas o peso suficiente durante a gestação (uma média de 7 a 10kg) e seguir cuidados de rotina com a pele das mamas, utilizando hidratantes e cremes específicos para evitar a formação de estrias e manter a consistência normal da pele. Com relação à lactação, em geral não há prejuízo, podendo ser afetada apenas em casos de grandes reduções mamárias (gigantomastias).

15. Quando serão retirados os pontos da mamoplastia?

Em geral, só existirão pontos ao redor da aréola, pois no restante da cicatriz serão utilizados pontos internos e cola cirúrgica (Dermabond).  Estes pontos serão retirados no consultório entre o 7º e o 10º dia, sem maiores incômodos.

16. Serão utilizados curativos?

Sim, são usados curativos modeladores com o objetivo de proteger as cicatrizes e acelerar a regressão do edema mamário. Estes curativos são trocados periodicamente no consultório no período determinado pelo cirurgião plástico.

17. Quando tomarei banho completo?

Geralmente, 48 horas após a cirurgia. Após este período, o ideal é evitar umidificar as cicatrizes na primeira semana, sempre mantendo-as bem secas para acelerar a cicatrização e evitar infecções cirúrgicas.